Durante a infância, o acompanhamento médico faz parte da rotina das famílias. Com uma certa frequência, a criança vai ao pediatra, que mede peso e estatura, verifica a vacinação e discute aspectos importantes sobre desenvolvimento, alimentação, sono e ambiente. Então chega a adolescência. O(a) filho(a) cresce, parece saudável e já não adoece com tanta frequência. Aos poucos, as consultas desaparecem.
Nesse momento pode surgir um vazio no cuidado. A adolescência não é apenas uma transição entre a pediatria e a medicina de adultos. É uma fase marcada por crescimento, puberdade, mudanças cerebrais e hormonais, construção da identidade, ganho progressivo de autonomia e de novos comportamentos. Muitas questões de saúde também começam ou ganham importância nesse período, mesmo quando não existe uma queixa ou um sintoma que motive o agendamento de consulta médica.
Por isso, o Dia Nacional da Saúde de Adolescentes e Jovens é uma oportunidade de refletirmos sobre uma pergunta simples: depois que seu filho deixou de ser criança, quem passou a acompanhar a saúde dele?
A hebiatria é a área da medicina dedicada à saúde do adolescente. As consultas são um espaço para conversar sobre sono, alimentação, atividade física, vacinação, escola, relacionamentos, sexualidade, saúde mental, uso de álcool, cigarro, vape e outras substâncias, entre muitos outros assuntos de relação direta com a saúde.
