A dívida pública brasileira chegou a R$ 10,8 trilhões em junho de 2026, o equivalente a 81,9% do Produto Interno Bruto (PIB). No acumulado de 12 meses, o pagamento de juros somou R$ 1,16 trilhão. Mantido o ritmo considerado pelo estudo “Orçamento Público: Qualidade do Gasto e Responsabilidade Fiscal”, a dívida poderá alcançar 95,7% do PIB em 2030.
O levantamento, encomendado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), relaciona o avanço da dívida e o peso dos juros às condições para o país investir e crescer. Juros elevados encarecem o crédito, pesam sobre novos projetos e afetam decisões de empresas de diferentes setores.
As contas públicas foram um dos temas do Agenda Brasil - Crescimento, Emprego e Competitividade, realizado pelo Sistema CNA/Senar em 25 de agosto, em São Paulo. No encontro, outro estudo tratou de uma dificuldade que já interfere nos planos de produtores rurais: a falta de trabalhadores. O evento apresentou ainda o JoIA, iniciativa que reúne propostas para o crescimento e a competitividade do país.
Arrecadação cresce, mas déficit persiste
A carga tributária brasileira chegou a 34,35% do PIB em 2025, mas o aumento da arrecadação não foi suficiente para reverter o desequilíbrio fiscal apontado pelo estudo. Considerando o Governo Central e as estatais, o resultado primário daquele ano foi deficitário em R$ 76,2 bilhões.
O levantamento chama a atenção para a rigidez do Orçamento.
