A produção global de biocombustíveis deve aumentar quase 70% até 2030 em relação aos níveis de 2025, à medida que os principais países produtores avançam na elevação das metas de mistura de biocombustíveis em resposta à crise energética desencadeada pela guerra com o Irã, segundo um estudo publicado nesta terça-feira (22).
O estudo foi elaborado em conjunto pelo think tank britânico Chatham House, com sede em Londres, e pelo FSC (Forest Stewardship Council), uma organização sem fins lucrativos responsável por certificação.
Biocombustíveis, como o etanol, podem ser produzidos a partir de uma variedade de matérias-primas orgânicas, mas geralmente são fabricados a partir de culturas destinadas à alimentação humana ou animal. Eles são comumente misturados à gasolina ou ao diesel e tornam-se mais competitivos à medida que os preços dos combustíveis fósseis sobem.
Esses combustíveis estão há muito tempo no centro do debate sobre se ajudam a combater as mudanças climáticas ou se contribuem para a inflação dos alimentos e o desmatamento. Os autores do estudo alertaram que o atual aumento da demanda corre o risco de agravar esses dois últimos problemas.
“Ao priorizar a segurança energética no curto prazo, algumas respostas de políticas públicas podem estar trocando isso por um aumento da insegurança alimentar no médio prazo, e qualquer choque adicional, como eventos climáticos extremos, pode afetar severamente os preços dos alimentos”, afirmaram.
