O Banco Central disse nesta 3ª feira (22.set.2026) que a inflação continua pressionada pela demanda e exige juros restritivos, segundo a ata do Copom (Comitê de Política Monetária). Eis a íntegra do documento (PDF-392 kB).
A autoridade monetária reduziu a Selic de 14% para 13,75% ao ano na 4ª feira (16.set). É a 5ª queda consecutiva de 0,25 p.p. (ponto percentual). A decisão foi unânime entre os integrantes do colegiado.
O Copom afirmou que as evidências de transmissão da política monetária contracionista para a atividade econômica têm se acumulado gradualmente. Apesar disso, avaliou que a inflação permanece pressionada pela demanda, exigindo a manutenção de uma política monetária restritiva.
De acordo com o Copom, em um ambiente de expectativas desancoradas, é necessário manter uma restrição monetária maior e por mais tempo do que seria apropriado em outras condições.
A ata cita que os riscos para a inflação permanecem elevados, tanto para cima quanto para baixo, com assimetria altista. Entre os fatores de pressão estão a possibilidade de maior persistência da inflação de serviços, a desvalorização do câmbio e estímulos à demanda que levem a atividade econômica a crescer acima do potencial.
O cenário externo também segue incerto, com os conflitos no Oriente Médio e as dúvidas sobre a política monetária de economias desenvolvidas. Segundo o Copom, esses fatores podem afetar os preços de commodities e insumos.
