O resultado das eleições parlamentares rigidamente controladas da Rússia nunca esteve em dúvida: uma vitória retumbante para o partido governista Rússia Unida, que apoia fervorosamente o presidente Vladimir Putin e a guerra da Rússia na Ucrânia.
O fato de que a oposição política genuína ao Kremlin e à sua custosa guerra ter sido efetivamente silenciada nos últimos anos tornou o resultado da votação, as primeiras eleições parlamentares desde 2021, antes do início da guerra na Ucrânia, ainda mais inevitável. O único partido de oposição remanescente que pedia o fim da guerra, o Yabloko, foi impedido de participar.
Mesmo antes da votação, Putin disse aos russos que a eleição demonstraria a unidade nacional e que “milhões de pessoas estão apoiando nossos combatentes”, um sinal de sua confiança no resultado.
A eleição nacional também foi utilizada para reforçar que a Rússia, ao contrário da Ucrânia, está disposta a realizar uma votação em tempos de guerra, o que pode angariar simpatia do presidente dos EUA, Donald Trump, que criticou a proibição constitucional de eleições na Ucrânia durante a lei marcial.
Mas o que sempre foi muito menos certo do que o resultado desta votação russa, e potencialmente mais significativo, é como uma nova camada de apoio político será utilizada e qual curso de ação o Kremlin irá impulsionar a seguir.
