O mundo parece estar girando fora de controle.
As duas grandes guerras do planeta, no Irã e na Ucrânia, não estão mais contidas. Especialistas alertam para cenários apocalípticos nos quais a IA poderia exterminar a humanidade. O aumento vertiginoso dos preços de energia abala as economias industrializadas, já assoladas pela desigualdade. Enchentes, incêndios e calor escaldante estão tornando a crise climática algo de proporções bíblicas.
Enquanto isso, as instituições globais que financiaram uma estabilidade relativa desmoronam. A ONU (Organização das Nações Unidas), onde líderes mundiais se reúnem nesta semana, parece ineficaz à medida que líderes autoritários desprezam seus valores fundamentais: democracia, direitos humanos e ajuda internacional.
Em qualquer outro momento dos últimos 80 anos, os EUA serviriam para restaurar a estabilidade. Mas, surpreendentemente, a superpotência ocidental é agora um agente de volatilidade global.
Entre em cena, Sr. Presidente.
O discurso anual de Donald Trump à Assembleia Geral da ONU, na terça-feira (22), ocorre com sua popularidade em queda às vésperas de eleições de meio de mandato cruciais e enquanto ele está preso no tipo de guerra que jurou nunca travar.
No entanto, espera-se que Trump argumente que os EUA nunca foram tão poderosos ou respeitados. Autoridades dizem que ele se vangloriará de ter espalhado a paz global e de ter enfrentado crises que seus antecessores evitaram.
“Nosso país é respeitado novamente.
