O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursa nesta 3ª feira (22.set.2026) na abertura do Debate Geral da 81ª Assembleia Geral da ONU. Ele vai incluir a defesa da soberania nacional e uma condenação a tentativas de interferência externa em assuntos brasileiros. O 1º turno será daqui a 12 dias.
A soberania é uma das principais bandeiras da campanha à reeleição. Nasceu da estratégia de Sidônio Palmeira, ministro da Secom (Secretaria de Comunicação Social), que viu no atrito com os EUA por causa do tarifaço em 2025 a chance de surfar numa onda de nacionalismo.
O Brasil é o 1º a falar. A tradição começou em 1955, depois de Oswaldo Aranha presidir a Assembleia Geral em 1947, nos primórdios da ONU. Criou-se a praxe de o Brasil abrir os trabalhos, sempre seguido pelos EUA, país-sede.
O sujeito oculto do recado de Lula será Donald Trump (Partido Republicano), com inclinação aos Bolsonaros. A preocupação é uma possível atuação americana a favor de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal candidato da oposição.
O tema da sessão será: “Restaurar a confiança, gerenciar a transformação: uma ONU que atenda a todas as pessoas”.
Também tratará da defesa da democracia, do repúdio a interferências externas e da cooperação internacional contra o crime organizado.
O presidente falará nos esforços do governo nessa área, incluindo acordos bilaterais com países vizinhos e com os EUA. A delegação também apresentará a negociação preliminar de um protocolo contra crimes ambientais.
