A Âmbar Energia Roraima, distribuidora de energia do grupo J&F, informou à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) que a falta de informações da Eneva e da Brasil BioFuels (BBF) impede a conclusão de parte da revisão dos pagamentos e reembolsos destinados às termelétricas que abasteceram o estado.
As pendências envolvem as usinas Jaguatirica II, da Eneva, e BBF Baliza, da Brasil BioFuels. O processo pode alterar os valores faturados pelas geradoras e os recursos reembolsados pela Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), mecanismo do setor elétrico que subsidia a geração em regiões que não estavam conectadas ao sistema nacional via CDE (Conta de Desenvolvimento Energético).
À área de fiscalização econômico-financeira da Aneel, a Âmbar apresentou a situação de oito usinas submetidas ao chamado “reprocessamento” da CCC. Na prática, trata-se de refazer os cálculos para verificar quanto deveria ter sido pago pela energia produzida e quanto desses custos poderiam ser cobertos pelo fundo setorial. Cinco usinas já concluíram o procedimento, uma está na fase final e duas permanecem sem previsão de encerramento.
Uma das pendências envolve a UTE Jaguatirica II. Segundo a Âmbar, a Eneva não apresentou novas informações, memórias de cálculo atualizadas ou qualquer outra manifestação que permita conciliar os valores. A distribuidora pediu ao órgão regulador que oriente quais providências adicionais devem ser adotadas.
