O cenário político alemão tem sido marcado por uma crescente busca dos eleitores pelos extremos do espectro ideológico, tanto à direita quanto à esquerda. É o que avalia Vinícius Rodrigues Vieira, professor de Relações Internacionais da FAAP, FGV e do IDP, em análise sobre o avanço da AfD (Alternative für Deutschland) e o comportamento do eleitorado no país ao WW.
Segundo Vieira, o que se observa na Alemanha é o enfraquecimento dos chamados Volksparteien, os partidos populares tradicionais, como os social-democratas e os democratas-cristãos, que por décadas dominaram o cenário político alemão.
“O que nós temos na Alemanha é uma busca pelos extremos“, afirmou o especialista, destacando que esse movimento não se restringe à direita.
O resultado eleitoral em Berlim evidenciou que há espaço significativo para uma esquerda mais radical do que os próprios social-democratas e os “verdes”, que, apesar de sua forte agenda ambiental, não seriam classificados como extremistas.
Para Vieira, isso demonstra que o fenômeno de radicalização do eleitorado é mais amplo e complexo do que aparenta à primeira vista.
A herança da inércia do CDU
O especialista aponta a falta de ação do CDU como um dos principais fatores para a radicalização do eleitorado.
