O governo federal tem adotado uma estratégia diversificada de ações para tentar ampliar sua base eleitoral, segundo análise do vice-presidente da Arko Advice,Cristiano Noronha, ao WW. Na avaliação dele, a maior parte do eleitorado já tem suas convicções formadas, o que torna a disputa cada vez mais concentrada em uma parcela reduzida de indecisos.
Consolidação dos votos é alta, diz especialista
Noronha destacou que os indicadores das pesquisas apontam para um alto nível de consolidação dos votos. “Não importa o que você diga muito de um ou outro candidato. As convicções já estão formadas para a maior parte dos eleitores que apoiam um ou outro candidato”, afirmou.
Segundo ele, mudanças de opinião são pouco prováveis entre os eleitores já decididos, seja em favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Estratégia do governo: atirar para todos os lados
Diante desse cenário, o especialista avalia que o governo aposta em múltiplas direções para tentar conquistar o pequeno grupo de eleitores ainda não definidos. Entre as ações citadas estão o reajuste do Bolsa Família, o ataque às bets, o programa Desenrola, a proposta de aprovação da escala 6×1 e programas voltados a taxistas.
“O governo faz isso porque ele sabe que não vai conseguir abarcar um grupo de eleitores específico. Então, ele sai atirando para todos os lados”, explicou Noronha.
