O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, destinou uma emenda parlamentar de quase R$ 200 mil para um projeto esportivo a pedido de Robson Calixto, conhecido como Peixe, miliciano condenado por envolvimento na morte da vereadora Marielle Franco.
A emenda foi negociada em 2023 entre Peixe e Maria de Fátima Bezerra Castro, secretária parlamentar no gabinete de Flávio no Senado. Marielle e seu motorista Anderson Gomes foram mortos em 2018.
A Polícia Federal tem indícios de que o dinheiro da emenda foi desviado. O caso foi noticiado primeiramente pelo jornal "O Estado de S. Paulo" e pela revista "piauí".
Agora no g1
A PF encontrou mensagens de WhatsApp trocadas entre Peixe e Maria de Fátima no celular do miliciano, apreendido quando ele passou a ser investigado pela morte de Marielle, em 2024. O g1 obteve os prints das conversas (veja abaixo).
Flávio Bolsonaro afirmou, por meio de sua assessoria, que "a emenda foi destinada dentro da legislação vigente" (veja a nota na íntegra abaixo).
Peixe foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em fevereiro deste ano, a 9 anos de prisão e à perda do cargo de policial militar reformado. Ele foi acusado de ser o elo entre os executores do assassinato e os mandantes, os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Rio e ex-deputado federal, respectivamente.
Maria de Fátima é descrita pela PF como "interlocutora direta" de Peixe no gabinete do senador Flávio Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro destinou emenda a miliciano condenado no caso Marielle; veja prints de conversa com assessora do senador
