Os países da União Europeia não chegaram, nesta segunda-feira (21), a um acordo para retirar as sanções contra os empresários russos Alisher Usmanov e Mikhail Fridman, após uma difícil negociação para renovar o conjunto de restrições contra Moscou, informaram diplomatas.
As negociações continuarão em Bruxelas a partir das 00h00 GMT de terça-feira (21h de segunda no horário de Brasília).
Mais cedo, vários diplomatas disseram que os Estados-integrantes haviam chegado a um acordo provisório para excluir os dois empresários da lista de restrições da UE.
Esse acordo fazia parte de um compromisso para prorrogar por mais três anos as sanções impostas pelo bloco de 27 países a quase 3 mil pessoas e entidades russas devido à guerra na Ucrânia.
Mas o acordo não obteve aprovação final. Um diplomata afirmou à AFP que a Letônia apresentou uma objeção de última hora.
Os 27 países do bloco corriam para chegar a um acordo sobre a prorrogação do regime de sanções antes do fim do prazo, na terça-feira (22), depois que França e Eslováquia pressionaram pela retirada do bilionário russo-uzbeque Usmanov da lista.
Luxemburgo aproveitou então a exigência de Paris para insistir que, caso as sanções contra Usmanov fossem retiradas, as restrições impostas a Fridman também deveriam ser suspensas.
Altos funcionários franceses alegaram razões de “segurança nacional” para justificar o pedido relacionado a Usmanov, mas se recusaram publicamente a dar detalhes.
