O Ministério Público Eleitoral (MPE) mudou de posição e agora pede que a Justiça Eleitoral rejeite o registro da candidatura de Antônio Rueda, presidente nacional do União Brasil, a deputado federal pelo Rio de Janeiro.
Em manifestação enviada ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) na sexta-feira 18, a Procuradoria Regional Eleitoral afirmou que Rueda teria se beneficiado da atuação de grupos paramilitares com influência política e territorial na Baixada Fluminense.
Segundo o parecer, lideranças locais ligadas a milícias poderiam ter usado a influência que exercem sobre determinados territórios e o poder de coerção para favorecer a candidatura de Rueda.
A manifestação do MPE, contudo, não representa uma decisão definitiva. Caberá ao TRE-RJ decidir se Rueda poderá permanecer na disputa.
Por que o MPE rejeitou a candidatura de Rueda
Inicialmente, o Ministério Público havia se manifestado a favor da liberação do registro. Na ocasião, o órgão considerou que as acusações estavam apoiadas principalmente em reportagens jornalísticas e publicações de terceiros, sem provas suficientes contra o presidente do União Brasil.
O entendimento mudou depois de o TRE-RJ suspender o julgamento do registro de Rueda, em 11 de setembro, e requisitar informações à Polícia Federal, à Agência Nacional de Aviação Civil, à Justiça Estadual e à Prefeitura de Belford Roxo.
