Três meses após o lançamento da edição 364, Pesquisa FAPESP está de volta com a edição impressa 365. A capa traz um alerta: o Pacífico Equatorial está mais quente do que em qualquer outro momento desde o início das medições em 1950. É um indício de que o El Niño pode se tornar muito forte, com efeitos sobre as cidades brasileiras, tema que a edição também aprofunda ao acompanhar a crise hídrica no entorno da usina de Belo Monte.
A revista também traz o impacto da inteligência artificial na diversidade de temas da pesquisa científica, o racismo no mercado afetivo brasileiro e a cobertura do prêmio Jabuti Acadêmico, que homenageou o físico José Goldemberg.
O hiato marca um período de reformulação editorial e gráfica para renovar o fôlego da publicação e adaptá-la ao nosso tempo.
“Uma das principais mudanças para o leitor é a lógica digital first: cada reportagem sai primeiro no site, no seu próprio tempo, com um momento só dela e uma vida mais longa”, define Gabriel Alves, diretor de redação. Nessa nova lógica, a versão impressa ganha relevância como um compilado de leitura do mês, com curadoria e hierarquia do que foi publicado no período, em projeto gráfico novo, com fonte maior, mais infográficos, imagens e quadros, formas de fisgar o leitor e fazê-lo se encantar pelo conteúdo. Parte importante dessa reestruturação é a parceria editorial e acadêmica com o Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor), da Unicamp.
