Dona de um gigantesco complexo de produção de minério de ferro em Carajás, no sul do Pará, a Vale vislumbrou valor futuro em uma operação de pequeno porte situada na mesma região, tocada pela mineradora Ligga S.A., que foi fundada e é controlada pelo grupo Santa Elina.
A companhia assinou, na sexta-feira (18) um acordo considerado estratégico, pelo qual adquire uma participação acionária minoritária de 30% da Ligga. Ao mesmo tempo, firmou um contrato exclusivo (offtake) que garante a compra de toda a produção atual e futura da mineradora por longo prazo.
A Ligga tem instalações de produção de minério de ferro da mina Ferro Sul, localizadas entre os municípios de Curionópolis e Parauapebas.
As reservas, a mina e a área de produção da Ligga ficam aproximadamente a 10 quilômetros da EFC (Estrada de Ferro Carajás), ferrovia operada pela Vale que transporta minério produzido em Carajás para seu terminal portuário Ponta da Madeira, em São Luís, de onde é embarcado em grandes navios rumo a mercados do exterior.
O valor do negócio não foi revelado pelas duas companhias. Procurada, a Ligga informou que não comenta a operação. Já a Vale emitiu nota confirmando o acordo e fornecendo mais detalhes.
Atualmente, a Ligga produz 2 milhões de toneladas por ano do minério do tipo sinter-feed (conhecido como finos), que já é vendido para a nova sócia. Conforme a nota da Vale, o plano, com o acordo, é ampliar o volume da mina para 8 milhões de toneladas em dois anos.
