As eleições de 4 de outubro podem redesenhar dois terços do Senado Federal. Das 81 cadeiras da Casa, 54 estarão em disputa neste ano, com duas vagas em jogo em cada Estado e no Distrito Federal. Entre os atuais ocupantes desses mandatos, 32 tentam a reeleição, 13 não concorrem a nenhum cargo e nove deixaram a disputa por um novo mandato como titulares para buscar outros postos ou integrar chapas como suplentes.
A renovação ocorre porque o Senado elege alternadamente um e dois representantes de cada Estado e do Distrito Federal. Em 2022, foram escolhidos 27 senadores, cujos mandatos seguem até janeiro de 2031. Neste ano, entram em disputa as outras duas vagas de cada uma das 27 unidades da Federação, totalizando 54.
Segundo os registros eleitorais informados até agora, há 314 candidatos ao Senado, média de 5,8 concorrentes por vaga. O Piauí aparece com a maior disputa, com 20 candidatos, enquanto Alagoas tem o menor número, com sete.
Diferentemente da Câmara dos Deputados, cuja eleição utiliza o sistema proporcional, a disputa pelo Senado é majoritária: como há duas vagas em cada Estado neste ano, são eleitos os dois candidatos mais votados.
Cada chapa também registra dois suplentes, que podem assumir o mandato em caso de afastamento, licença, renúncia ou morte do titular.
O quadro permite dividir os atuais senadores em quatro grupos.
Tentativa de reeleição
Dos 54 ocupantes das cadeiras cujo mandato termina no início de 2027, 32 disputam diretamente a reeleição.
