Os preços futuros do café encerraram o pregão desta segunda-feira (21) em queda na Bolsa de Nova York, atingindo o menor nível em três meses. O contrato para entrega em dezembro recuou 1,46% e fechou negociado a US$ 2,76 por libra-peso.
Segundo o Barchart, as cotações estão sob pressão há cerca de três semanas diante da perspectiva de aumento da oferta mundial. Em 10 de setembro, a OIC (Organização Internacional do Café) projetou uma safra recorde em 2025/26, com produção global de 183,6 milhões de sacas, alta de 4,4% em relação ao ciclo anterior.
Ao mesmo tempo, o consumo global foi estimado em 180,6 milhões de sacas, queda de 0,9% na comparação anual. Com isso, a OIC prevê um excedente de 3 milhões de sacas no mercado mundial, o primeiro superávit em cinco anos.
As condições climáticas favoráveis nos principais países produtores também contribuem para pressionar os preços. No Brasil, as chuvas acima da média durante a fase de floração podem beneficiar a próxima safra. Segundo a Somar Meteorologia, Minas Gerais recebeu 33,4 milímetros de chuva na semana encerrada em 20 de setembro, equivalente a 242% da média histórica para o período.
No Vietnã, as chuvas também melhoraram a umidade do solo e devem favorecer o desenvolvimento dos frutos nas terras altas centrais do país, principal região produtora de café. O cenário reforça as expectativas de oferta e mantém o mercado pressionado.
