A CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) manifestou preocupação com o ritmo de contratação das linhas especiais de crédito rural criadas pela Medida Provisória nº 1.376, publicada em julho, para a composição, liquidação ou amortização de dívidas e Cédulas de Produto Rural (CPRs).
Até 16 de setembro, cerca de R$ 3,19 bilhões haviam sido contratados por meio da medida, distribuídos em aproximadamente 10,8 mil novas operações e 17,9 mil renegociações, segundo dados apresentados pelo Ministério da Fazenda durante reunião da Câmara Temática de Crédito, Seguro e Comercialização do Agronegócio (Modercred) da CNA.
De acordo com o monitoramento do governo, a taxa média das operações prefixadas estava em 8,56% ao ano, com prazo médio de 9,06 anos e valor médio de R$ 295,7 mil por operação.
O total autorizado para operações subsidiadas gira em torno de R$ 25,8 bilhões. A data-limite para contratar as operações de composição de dívidas segue em 12 de novembro de 2026.
Durante uma reunião realizada na semana passada em São Paulo, representantes do setor relataram dificuldades enfrentadas por produtores de diferentes regiões para acessar as condições previstas na MP e renegociar os débitos junto às instituições financeiras.
Para o presidente da Modercred e coordenador de Produção Agrícola da CNA, Guilherme Rios, o volume contratado ainda é baixo diante da necessidade do setor.
