Os procuradores-gerais estaduais que entraram com uma ação para impedir a aquisição da Warner Bros. Discovery, empresa controladora da CNN, pela Paramount chegaram a um acordo, abrindo caminho para que as empresas concluam a fusão.
O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, que liderou a coalizão de 12 estados que entrou com a ação para impedir a fusão, anunciou o acordo em uma coletiva de imprensa em Los Angeles na segunda-feira (21).
A Paramount e a Warner agora esperam que o negócio de US$ 110 bilhões entre em vigor no início de outubro, informou à CNN uma fonte envolvida nas negociações.
A fusão unirá os estúdios de cinema e televisão da Paramount, a CBS e a plataforma de streaming Paramount+ aos estúdios da Warner, à HBO, à CNN e a outras redes a cabo.
Em troca do desistimento dos estados de sua ação antitruste, a Paramount assumirá vários compromissos, incluindo o lançamento de 30 filmes por ano nos cinemas e a criação de um conselho de independência editorial para a CNN e a CBS News.
O acordo abrirá caminho para que o CEO da Paramount, David Ellison, expanda drasticamente seu império de mídia, com a ajuda de seu pai, Larry Ellison, o bilionário cofundador da Oracle.
