Nesta segunda-feira, 21, a defesa de Daniel Vorcaro, ex-dono do antigo Banco Master, pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, para adiar o depoimento do empresário marcado para daqui a dois dias, na Polícia Federal (PF).
Os advogados afirmaram que ainda não tiveram acesso à íntegra do inquérito e sustentam que precisam de tempo para analisar o material antes da oitiva.
Defesa de Daniel Vorcaro pede ao menos 10 dias úteis
A Fachin, a defesa sustentou que, diante da complexidade do caso, precisa de um período mínimo de dez dias úteis, depois da liberação integral dos autos, para examinar o conteúdo e conversar com Vorcaro, que está preso na Papudinha.
No pedido, os advogados citaram a Súmula Vinculante 14 do STF, que assegura ao defensor acesso aos elementos de prova já documentados em procedimento investigatório e relacionados ao exercício do direito de defesa.
Advogados citam episódio com outra investigada
A petição também mencionou o caso de Luana de Andrade Ribeiro, investigada no mesmo inquérito.
De acordo com a defesa de Vorcaro, Luana informou ao STF que teria sido surpreendida durante seu depoimento com “elementos periciais específicos”.
Esses dados não eram do conhecimento dela nem de seus advogados.
A defesa de Vorcaro classificou o episódio como uma “criticável surpresa” da PF e o utilizou como argumento adicional para reforçar a necessidade de acesso prévio ao conteúdo da investigação.
