O TST (Tribunal Superior do Trabalho) adiou nesta 2ª feira (21.set.2026) o julgamento do dissídio coletivo da greve dos Correios. O presidente da Corte, ministro Vieira de Mello Filho, remarcou a análise para 5ª feira (24.set.2026), às 15h30.
Segundo o ministro, os documentos dos Correios que justificariam a abusividade da greve foram juntados aos autos na 6ª feira (18.set) à noite e a parte contrária não teve tempo para análise.
“Nós estaríamos aqui em desapreço ao devido processo legal porque estaríamos fundamentando uma decisão em documentos não examinados pela parte contrária. Eu acho isso temerário”, afirmou Vieira de Mello Filho. Ele deu 48 horas para que as federações que representam os trabalhadores se manifestem sobre os documentos.
O ministro Ives Gandra Martins Filho propôs, porém, que a greve fosse suspensa, já que o julgamento do TST havia começado. Vieira de Mello Filho, porém, declarou que não pediria isso aos sindicatos sem que haja a análise dos documentos.
A categoria está em greve nacional desde 10 de setembro. A paralisação começou depois que a empresa e os trabalhadores não chegaram a um acordo nas negociações.
A categoria rejeitou a proposta apresentada pela empresa para o acordo coletivo de trabalho 2026/2027. A principal divergência é a proposta de reajuste do plano de saúde dos funcionários, aposentados e dependentes.
