Um nova cirurgia, capaz de tratar o glaucoma e a catarata simultaneamente, será implementada no SUS (Sistema Único de Saúde). A decisão do Ministério da Saúde foi publicada no Diário Oficial da União na última quinta-feira (17).
A atualização no tratamento dessas doenças foi proposta pela SCTIE (Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde) junto à Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias) no SUS.
Nova técnica
A abordagem é direcionada para casos leves a moderados de glaucoma primário de ângulo aberto e é menos invasiva que as opções atuais.
Os benefícios da cirurgia incluem a recuperação mais rápida, a redução no risco de complicações e o melhor controle da pressão intraocular, que pode causar cegueira se não for tratada.
O tratamento atual do glaucoma na rede pública é orientado pelo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da doença, com colírios para reduzir a pressão intraocular.
Se os medicamentos não apresentam o efeito esperado ou o paciente encontra dificuldades para utilizar, são incluídas intervenções a laser ou cirurgias, como o implante de drenagem oftalmológico, conhecido como iStent.
O novo procedimento, que também será incluído no PCDT, traz duas possibilidades:
Cirurgia feita por meio de uma pequena incisão na córnea, chamado de goniotomia excisional;
Cirurgia feita a partir de um microcateter ou fio cirúrgico introduzido no canal natural de drenagem do olho, a trabeculotomia transluminal.
