Um laudo da Polícia Científica do Paraná identificou a presença de fenol nas roupas de Gustavo Henrique Lara, de 27 anos, aluno de aviação que morreu após participar de um ritual de “banho de óleo” em Ponta Grossa, na região central do estado.
O documento, obtido pela CNN Brasil nesta segunda-feira (21), apontou que as vestimentas estavam completamente embebecidas por uma solução aquosa de fenol.
A substância foi identificada após a análise do material retirado das roupas por meio de técnicas que permitem separar e identificar os diferentes componentes de uma mistura.
O fenol é uma substância tóxica e corrosiva e pode ser rapidamente absorvido pela pele e pelas vias respiratórias. Os sinais e sintomas da exposição aguda a altas concentrações incluem arritmias cardíacas, respiração irregular, fraqueza muscular, perda da coordenação, convulsões e coma.
O que diz o laudo
A perícia também analisou o líquido encontrado em uma garrafa apreendida durante a investigação. De acordo com o documento, o recipiente continha um líquido viscoso de coloração castanho-escuro e esverdeado.
A substância encontrada na garrafa não é compatível com o material identificado nas roupas de Gustavo e trata-se de uma mistura complexa de fenol e hidrocarbonetos (lineares, ramificados e aromáticos), compatível com derivados de petróleo.
O perito registrou que a solução havia impregnado toda a extensão das vestimentas da vítima.
