O MPE (Ministério Público Eleitoral) mudou de posição e pediu ao TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro) o indeferimento do registro de candidatura de Antônio Rueda (União Brasil), presidente nacional do partido, para o cargo de deputado federal pelo Rio de Janeiro.
O órgão embasou a tese citando um possível esquema político-territorial que teria elos com milícias na Baixada Fluminense para alavancar eleitores por meio de controle e coerção. O MPE ainda apontou uma conexão estrutural entre Rueda, o candidato a deputado estadual Márcio Canella (União Brasil) e operadores paramilitares na cidade.
A instituição afirma que dois homens com possível envolvimento com o crime organizado, Luiz Eduardo Santos de Araújo, conhecido como Eduardo Araújo, e Fábio Augusto de Oliveira Brasil, chamado de Fabinho Varandão, divulgaram “ativamente em suas redes sociais peças de propaganda em prol da ‘dobradinha’ formada por Márcio Canella e Antônio Rueda“. As legendas das publicações os chamavam de “meus” e “nossos deputados”.
Para o MPE, Rueda teria se “inserido conscientemente no centro dessa estrutura” ao formar uma aliança político-eleitoral e compor uma “dobradinha” de campanha com Canella. A instituição também aponta que o candidato teria se beneficiado “da capacidade de mobilização desses líderes paramilitares perante o eleitorado local”.
