Para muita gente, jogar significa apenas pegar o controle e apertar “iniciar”. Para pessoas com deficiência, porém, a primeira dificuldade pode aparecer antes mesmo de a partida começar.
Neste 21 de setembro, Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, vale olhar para como a acessibilidade também passa pelos videogames. No Brasil, uma das organizações que trabalham diretamente com essa questão é a AbleGamers Brasil, dedicada a ampliar o acesso de pessoas com deficiência aos games.
Quando o controle vira uma barreira
Uma das principais iniciativas da AbleGamers é a produção e doação de controles adaptados.
O processo considera as necessidades de cada jogador, já que diferentes deficiências exigem soluções diferentes. Botões externos, controles adaptativos e outros acessórios podem permitir que comandos normalmente concentrados em um controle tradicional sejam reorganizados de maneira mais confortável e acessível.
A proposta não é apenas permitir que uma pessoa consiga controlar determinado jogo, mas encontrar uma configuração que funcione para ela.
Acessibilidade começa no desenvolvimento
Mas nem todas as barreiras podem ser resolvidas pelo hardware.
Informações transmitidas exclusivamente por áudio, textos pequenos, comandos que exigem precisão ou ausência de opções para personalizar a experiência também podem impedir alguém de jogar.
