A americana ADM planeja entrar no mercado voluntário de carbono com créditos gerados a partir da captura e armazenamento de dióxido de carbono em sua unidade de processamento de milho em Columbus, no estado de Nebraska, nos Estados Unidos. A instalação tem capacidade para remover mais de 800 mil toneladas de CO₂ por ano, segundo a companhia.
A empresa informou nesta segunda-feira (21) que os créditos estão em processo de certificação e emissão pela Puro.earth, plataforma especializada em infraestrutura para o mercado de remoção de carbono.
A expectativa da ADM é concluir a primeira emissão até o fim deste ano, condicionada à conclusão da auditoria. Se o processo for aprovado, a empresa iniciará um período de geração de créditos de 15 anos.
A captura de carbono em Columbus começou a operar em 2025, em parceria com a empresa de infraestrutura energética Tallgrass. A unidade é considerada pela ADM a maior instalação de captura de carbono de uma planta de bioetanol no mundo.
O CO₂ de origem biogênica é capturado durante a fermentação do etanol produzido a partir do milho. Depois, o gás é purificado, comprimido e transportado até o estado de Wyoming, onde é armazenado permanentemente no subsolo por meio de poços de CCS (captura e armazenamento de carbono) autorizados pelas autoridades ambientais estaduais.
