A economia global enfrenta riscos decorrentes da inflação persistente, do aumento dos custos de serviço da dívida e do elevado investimento em IA (inteligência artificial), embora tenha demonstrado ser mais resiliente do que muitos temiam, afirmou no domingo a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva.
No início deste mês, o FMI previu um crescimento global de 3,0% em 2026, abaixo dos 3,5% previstos para 2025, com a economia demonstrando resiliência apesar do conflito no Oriente Médio, já que a atividade impulsionada pela tecnologia amortece o impacto.
Em um discurso proferido no domingo (20), durante uma edição especial do Fórum Econômico do Catar em Nova York, na véspera da Assembleia Geral das Nações Unidas, Georgieva alertou que a resiliência da economia mundial não eliminou os riscos que ainda podem desacelerá-la.
“A inflação é persistente. Não prevemos uma resolução rápida. E isso significa que muitos bancos centrais terão que apertar a política monetária“, disse ela.
A luta para restabelecer a estabilidade de preços também tornou o serviço da dívida mais caro, acrescentou ela, observando que, embora haja um amplo reconhecimento da necessidade de consolidação fiscal, as ações têm sido insuficientes.
