O acidente com a administradora Julia Rimoli Bossoni na montanha-russa Montezum, no parque Hopi Hari, em Vinhedo (SP), que resultou em traumatismo craniano e sequelas neurológicas, trouxe atenção aos impactos físicos provocados por atrações radicais. A física aplicada a esses circuitos mostra que a força g sentida pelos passageiros pode atingir níveis próximos aos vivenciados por pilotos na Fórmula 1.
Não é necessário chegar ao ápice do automobilismo para sofrer esse nível de influência da física. Basta ir a uma montanha-russa.
Em uma curva, um atleta de 85 quilos pode sentir uma força de até 425 quilos empurrando-o para o lado oposto da curva. Com o corpo preso no assento do carro, quem mais sofre a pressão é o pescoço.
A força g é gerada em acelerações, desacelerações e mudanças de direção, quando a inércia empurra o corpo na direção oposta. Assim como todos os objetos na Terra, carros de Fórmula 1, carrinhos de montanha-russa e pessoas estão sob o efeito da aceleração gravitacional.
Em uma montanha-russa, passageiros sentem a força g de baixo para cima, de cima para baixo, nas laterais e para frente. Um piloto de F1 sente principalmente nos eixos horizontais, já que as pistas não costumam ter grandes mudanças de elevação.
Quanto de força g age sobre você numa montanha-russa?
A montanha-russa em atividade com a maior intensidade de força g já registrada (5,5 g) é a Shock Wave, no parque Six Flags em Arlington, nos Estados Unidos.
