Mulheres com deficiência são mais atingidas por violência doméstica ou familiar praticada por homens do que aquelas sem deficiência no Brasil. É o que apontam os dados do DataSenado divulgados no Mapa Nacional da Violência de Gênero nesta segunda-feira (21), Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência.
Segundo o levantamento, a violência já atingiu 38% das mulheres com deficiência, ultrapassando 4,4 milhões -- taxa superior aos 28% registrados entre aquelas sem deficiência.
Entre as que vivenciaram violência nos 12 meses anteriores à pesquisa, 69% afirmam que a situação já ocorria há mais de um ano, 15 pontos percentuais a mais à registrada entre a população feminina no geral, de 54%.
O levantamento integra a 11ª edição da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, realizada pelo Instituto de Pesquisa DataSenado e pelo Observatório da Mulher contra a Violência (OMV), do Senado Federal. Os dados passam a integrar o Mapa, plataforma desenvolvida pelo OMV em parceria com o Instituto Natura e a Gênero e Número.
A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas telefônicas com 21.641 brasileiras de 16 anos ou mais. Dentre elas, 2.828 se autodeclararam mulheres com deficiência (13% da amostra), estimando 11,7 milhões de mulheres com deficiência no país.
Agressões no ambiente doméstico
Nos relatos de violência doméstica ou familiar, as violências sexual e patrimonial são as mais frequentes para aquelas com deficiência.
