Durante o período de campanha eleitoral, o que eles querem? Nosso voto de confiança.
E o que deveriam fazer? Pelo menos mentir melhor para tentar enganar. Mas nem aquela mentira padrão, “sou do povo e estou preocupado com o povo”, aparece mais.
Em vez disso, temos carreatas com som ensurdecedor, foguetório e todo tipo de barulho possível nas avenidas. Pior ainda quando resolvem invadir as ruas estreitas dos bairros. Resultado: perturbação do sossego e crime ambiental por poluição sonora.
No meio desse espetáculo, o eleitor fica preso em engarrafamentos, cercado por buzinas e alto-falantes. É perturbação da ordem pública e bloqueio das vias. Muitas dessas carreatas não apenas tornam o trânsito lento, mas o paralisam completamente. Não é só comigo: imagino que você também já tenha visto, ou sofrido, o mesmo.
E não para por aí. A cidade vira um mosaico de cartazes colados em muros, santinhos espalhados pelas calçadas e, agora, a “novidade”: os totens. Estruturas criadas para divulgar marcas e serviços comerciais foram sequestradas pelos candidatos.
Esses totens substituem as tradicionais bandeirinhas, mas concentrados em esquinas e meio-fios, atrapalham a visibilidade no trânsito e invadem o passeio público.
Ou seja: quem ainda está na fase de pedir o seu voto de confiança já demonstra pouco caso com o seu bem-estar. Imagine só quando, e se, for eleito.
