Mais de 20,1 mil itens de lixo, 5,6 mil pedras e gravetos e mais de 280 chapéus já foram retirados das áreas hidrotermais do Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos, em 2026. O volume até o início de setembro já representa um recorde histórico, e inclui desde resíduos comuns, como papel e plástico, até objetos bastante inusitados, tais quais fones de ouvido, inaladores, brinquedos infantis, cartões de hotel, moedas de diferentes países e até cartas do jogo Uno.
O problema vai além da sujeira na reserva natural. Objetos deixados ou acidentalmente perdidos podem alterar o funcionamento das formações hidrotermais. Segundo comunicado publicado na segunda-feira (14) pelo USGS (Serviço Geológico dos Estados Unidos), os materiais podem obstruir a passagem da água, bloquear ou desviar canais de escoamento e introduzir substâncias que modificam os ambientes. Esse tipo de ocorrência não seria uma novidade no parque.
Morning Glory Pool
A piscina Morning Glory Pool, localizada na região de Old Faithful, foi batizada na década de 1880 por sua semelhança com a flor de mesmo nome. Registros históricos mostram que a fonte tinha uma coloração azul intensa e límpida. Ao longo das décadas, porém, visitantes passaram a jogar moedas, lixo, pedras e troncos na piscina. Na década de 1950, a quantidade de detritos era tão grande que o local chegou a ser chamado informalmente de “lata de lixo” (“garbage can”).
280 chapéus, e contando: o que turistas mais perdem dentro deste parque de fontes termais nos EUA
