Um homem da região de Chicago, nos Estados Unidos, tornou-se o primeiro participante de um estudo clínico que testa um braço biônico conectado diretamente aos ossos, músculos e nervos do paciente. A tecnologia, chamada e-OPRA, foi desenvolvida para permitir que a prótese seja controlada por sinais produzidos pelo próprio corpo e, ao mesmo tempo, forneça ao usuário sensações associadas ao membro perdido.
O paciente, cuja identidade não foi divulgada, perdeu o braço esquerdo acima do cotovelo em um acidente ocorrido em um canteiro de obras, em 2016. Em 15 de julho deste ano, ele passou por uma cirurgia de oito horas no Northwestern Memorial Hospital, para receber o sistema experimental.
Trata-se do primeiro dos oito participantes previstos no estudo. A pesquisa é liderada por Levi Hargrove, diretor do Centro de Medicina Biônica da Fundação Regenstein, no Shirley Ryan AbilityLab, e professor de Medicina Física e Reabilitação da Universidade Northwestern.
Funcionamento do braço biônico
A principal diferença entre o sistema experimental e uma prótese convencional está na forma como o braço artificial é conectado ao corpo. Em próteses tradicionais, o membro artificial costuma ser preso ao restante do braço por meio de um encaixe externo. Esse encaixe pode provocar desconforto, pressão sobre a pele, problemas de ajuste e limitações para determinados movimentos.
No novo sistema, por sua vez, uma estrutura de titânio é fixada diretamente no osso que permaneceu após a amputação.
Homem dos EUA se torna primeiro a receber braço biônico conectado a nervos; vídeo
