Pessoas que frequentam com maior regularidade cinemas, museus, galerias, teatros e concertos tendem a apresentar uma idade fisiológica menor. É o que mostra um estudo realizado com 1.899 adultos na Inglaterra, que encontrou uma associação entre maior participação em atividades culturais e um organismo fisiologicamente mais jovem. Entre os participantes com menor e maior pontuação de engajamento cultural, a diferença estimada foi de cerca de 1,2 ano. Os resultados foram publicados no Journal of Epidemiology and Community Health.
A idade fisiológica não é a mesma que a idade cronológica. Enquanto esta corresponde ao tempo de vida, a primeira procura estimar como o organismo está envelhecendo, considerando características que podem variar entre pessoas da mesma idade.
“Ela pode ser influenciada pela característica genética, pelos hábitos, pela história de vida e pelos determinantes sociais da saúde. Tem uma série de fatores que acabam influenciando”, explica Sley Tanigawa Guimarães, coordenadora da pós-graduação em medicina do estilo de vida da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein.
Para chegar aos resultados, o trabalho utilizou dados do English Longitudinal Study of Ageing (ELSA), que acompanha adultos com 50 anos ou mais. Para medir o envolvimento cultural, os pesquisadores avaliaram com que frequência os participantes iam ao cinema, a museus ou galerias e a teatros, concertos ou óperas.
Ter uma vida cultural ativa está associado a um envelhecimento mais lento
