A medalha de ouro de cobra mais peçonhenta do mundo fica para a taipan-do-interior (Oxyuranus microlepidotus), uma serpente exclusiva da Austrália. Sua picada é capaz de inocular veneno suficiente para vitimar mais de 100 pessoas.
No Brasil, o título de serpente mais peçonhenta é da coral-verdadeira (Micrurus sp.), uma parente distante da taipan.
Ambas pertencem à família Elapidae, que engloba 240 espécies altamente venenosas em todo o planeta, com exceção da Europa, conforme explica o biólogo Otávio Marques, do Instituto Butantan, em São Paulo. Estima-se que, anualmente, ocorram entre um e dois milhões de acidentes com cobras, venenosas ou não, dos quais aproximadamente 50 mil resultam em morte.
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Tipos de veneno e seus efeitos
As cobras peçonhentas (esse é o termo técnico usado para animais que inoculam as toxinas, como é o caso das serpentes) são classificadas em três categorias distintas, baseadas na ação de seus venenos.
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O primeiro grupo, ao qual pertencem a taipan e a coral, possui veneno que atua no sistema nervoso periférico, provocando parada respiratória.
Já as víboras inoculam substâncias tóxicas que causam distúrbios na coagulação sanguínea, hemorragias e necrose local.
