Um novo opioide sintético, a ciclorfina, já matou ao menos 55 pessoas nos Estados Unidos desde 2025. Conhecido cientificamente como N-propionitrila clorfina, a droga é até dez vezes mais potente que o fentanil – que, vale lembrar, já é 50 vezes mais forte do que a heroína e cem vezes mais do que a morfina. A onda de casos tem preocupado órgãos de saúde e agências de segurança pública.
Em abril deste ano, a morte de um adolescente de 16 anos ganhou destaque na mídia. O jovem Dante Paul Lacourte morreu no apartamento da mãe, na cidade de São Francisco, na Califórnia. Em coletiva de imprensa, as autoridades afirmaram que esse seria o primeiro caso de morte por ciclorfina na cidade.
Desde então, a droga tem se alastrado pelo país. No Tennessee, o Condado de Knox informou que exames toxicológicos preliminares associaram 41 mortes à ciclorfina – mais do que qualquer outro estado. Casos também apareceram em cidades como Chicago, em Illinois, onde houve apreensões de drogas e casos de overdose.
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Segundo o Center for Forensic Science Research & Education, o aumento de mortes associadas à ciclorfina traz à tona uma tendência mais ampla: a introdução, nos mercados de drogas ilícitas, de novos opioides sintéticos de alta potência chamados de órfinas.
