No dia 15 de novembro de 1889, há quase 137 anos, acontecia a Proclamação da República. Na ocasião, Marechal Deodoro da Fonseca liderou as tropas do Exército que depuseram o imperador Dom Pedro II e o seu gabinete de ministros. Desde então, com a promulgação da Constituição de 1891, o Brasil é uma “república federativa presidencialista”.
Isso significa algumas coisas. Primeiro, é uma república porque o poder emana do povo (a palavra vem do latim “coisa pública”), ou seja, serve ao interesse dos cidadãos. É federativa pela organização, que é dividida entre estados, cidades e distritos com certa autonomia – mas que seguem as regras da Constituição Federal. E, por fim, presidencialista, porque está na figura do presidente a função de comandar o Poder Executivo.
Em fevereiro de 1891, foi a vez do novo Brasil escolher, pela primeira vez, um presidente. Para a ocasião, a nova constituição estabelecia o seguinte: poderiam votar todos os homens maiores de 21 anos, independentemente de renda, desde que não fossem mendigos, analfabetos, militares de patente baixa e religiosos que faziam voto de obediência. Mulheres sequer são citadas.
Mas, acima de tudo, as eleições estavam previstas para serem diretas. Não foi isso, porém, o que aconteceu. Assim como voltaria a acontecer em outros momentos da história brasileira, ficou decidido que o primeiro presidente da República deveria ser eleito pelo Congresso Constituinte.
