A disputa jurídica entre as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) ganhou novos capítulos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Depois de mais de 40 decisões envolvendo as duas candidaturas desde o início oficial da campanha, os dois lados passaram a questionar novas formas de exposição eleitoral.
Flávio conseguiu levar adiante uma ação sobre o desfile de carnaval que homenageou Lula neste ano. Já a coligação da qual o PT faz parte acionou o tribunal contra uma plataforma de vídeos da campanha do senador e uma suposta rede coordenada de publicações nas redes sociais.
Levantamento do jornal O Globo havia identificado, até 14 de setembro, 41 decisões relacionadas às duas candidaturas, envolvendo propaganda eleitoral, direito de resposta, publicações na internet, desinformação e inteligência artificial. Flávio e o PL apresentaram 27 dessas ações, enquanto Lula e partidos da coligação governista entraram com 14.
No caso do carnaval, Flávio e o candidato a vice Alfredo Gaspar (PL) acionaram Lula, Geraldo Alckmin (PSB) e a primeira-dama Janja. A ação questiona o desfile da Acadêmicos de Niterói, realizado em fevereiro com enredo dedicado à trajetória pessoal e política do petista.
Segundo os autores, as prefeituras do Rio e de Niterói, o governo estadual e a Embratur destinaram R$ 9,6 milhões à escola depois do anúncio do enredo. A campanha de Flávio sustenta que houve financiamento público indevido e abuso de poder político e econômico.
