Os gastos do Poder Judiciário chegaram a R$ 164,6 bilhões em 2025, o maior valor da série histórica iniciada em 2009 pelo Conselho Nacional de Justiça. As despesas com pessoal somaram R$ 148,5 bilhões, alta de 9% em relação ao ano anterior, e representaram 90,2% do total. Os dados constam do relatório Justiça em Números, divulgado pelo CNJ em 23 de junho. Eis a íntegra (PDF - 25 MB).
O custo do Judiciário equivaleu a 1,3% do PIB (Produto Interno Bruto) e a 2,7% das despesas somadas da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.
Pessoal concentra 90% dos gastos
Do total destinado a pessoal, 78% foram para subsídios e vencimentos básicos. Os benefícios, como o auxílio-saúde, responderam por 10,4%, enquanto as verbas indenizatórias representaram 6,6%. Os gastos com terceirizados corresponderam a 4,1%.
Por ramo de Justiça, a maior proporção de despesas com pessoal foi registrada na Justiça do Trabalho, com 95,8%. A menor ficou nos Tribunais Superiores, com 90%.
As verbas indenizatórias e outras despesas indiretas relacionadas a recursos humanos somaram R$ 9,8 bilhões em 2025. A rubrica inclui diárias, passagens, auxílio-moradia e outros pagamentos, mas também despesas que não são repassadas diretamente a magistrados ou servidores.
O CNJ afirmou que a cifra inclui gastos com cursos de treinamento e capacitação, além de deslocamentos relacionados a programas de acesso à Justiça.
