Pessoas com deficiência vivem em piores condições de moradia do que aquelas sem deficiência, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (18). As desigualdades aparecem no acesso à moradia, ao saneamento e à mobilidade urbana.
O Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência é comemorado nesta segunda-feira (21).
O levantamento, feito a partir do cruzamento de dados do Censo Demográfico 2022 e da Munic (Pesquisa de Informações Básicas Municipais), mostra limitações na infraestrutura do entorno das residências e no acesso a serviços básicos e tecnologias nos domicílios.
Informações do Censo Escolar, do Censo da Educação Superior e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) também serviram como base para a pesquisa.
O levantamento aponta disparidades nas condições de moradia enfrentadas por pessoas com deficiência e pessoas sem deficiência. Os maiores problemas são em relação ao acesso à internet e infraestrutura doméstica.
Em 2022, dos 16,4 milhões de residentes em favelas e comunidades urbanas, 1,25 milhão (7,6%) eram pessoas com deficiência. Desse total, apenas 56,6% das pessoas com deficiência tinham acesso simultâneo a esgotamento sanitário, abastecimento de água e coleta de lixo. Entre as pessoas sem deficiência, o percentual era de 60,2%.
A diferença também aparece no acesso a equipamentos e serviços dentro dos domicílios.
