O presidente do Federal Reserve (Fed) de Chicago, Austan Goolsbee, afirmou nesta segunda-feira (21), em evento em Londres, que a recorrência de grandes choques de oferta torna mais difícil enxergar um caminho crível para a inflação dos Estados Unidos voltar à meta de 2%. Segundo ele, o banco central precisa ver evidências de redução dessas pressões antes de desconsiderar seus efeitos sobre os preços.
Goolsbee afirmou que a economia entrou em um período em que grandes choques de oferta se tornaram uma característica regular. Na avaliação dele, esse quadro exige cautela por parte das autoridades monetárias, principalmente quando as pressões deixam de ser temporárias.
Entre os fatores citados pelo dirigente estão guerras, tarifas, clima, interrupções nas cadeias de suprimentos, petróleo e outros eventos com potencial de pressionar a inflação. Ele disse que, nos Estados Unidos, os choques recentes têm sido mais frequentes, intensos e duradouros do que o previsto inicialmente.
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Como exemplo, mencionou os efeitos sobre as cadeias de suprimentos após a covid-19, as tarifas e a alta do petróleo depois da guerra no Oriente Médio. Para Goolsbee, diante de um grande choque de oferta, o mais adequado costuma ser presumir que ele terá duração maior do que se imagina no primeiro momento.
