Uma confusão durante um julgamento no Tribunal do Júri, em São Paulo, terminou com a dissolução do Conselho de Sentença e o adiamento da sessão na última quinta-feira (17).
O promotor de Justiça Thomas Mohyico Yabiku caiu no plenário e afirmou ter sido empurrado por um advogado de defesa. Os advogados Mauro Ribas Junior e Renato Soares do Nascimento negam contato físico e alegam que o promotor simulou a queda.
O episódio ocorreu no Plenário 4 da 4ª Vara do Júri de São Paulo, no Fórum Criminal da Barra Funda, zona Oeste da capital paulista, durante o julgamento de Emerson Silva de Brito, presidido pelo juiz Paulo Fernando Deroma de Mello.
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Segundo o relato de Yabiku registrado em ata, o advogado Renato Soares do Nascimento teria se dirigido a ele de forma agressiva durante a sustentação oral da acusação. O promotor afirmou que o defensor gritou e se posicionou à sua frente, empurrando-o com o corpo até que ele caísse no chão.
Ainda conforme o relato, Mauro Ribas, que acompanhava a sessão na plateia e fez o registro do vídeo, teria passado a ofender e xingar o promotor após o episódio.
A Procuradoria-Geral de Justiça do MPSP (Ministério Público de São Paulo) e a APMP (Associação Paulista do Ministério Público) divulgaram notas de apoio a Yabiku.
As entidades afirmaram que o promotor tem mais de 30 anos de carreira e atua há duas décadas no Tribunal do Júri.
