Você talvez nem tenha notado quando ela apareceu. Simplesmente quando se deu conta, ela havia tomado todo foco da sua atenção e provocou aquela dor e arrependimento, que dominou todo o seu ser. Mas a razão para o motivo de ter cutucado aquela “pelinha” no canto unha, na verdade, pode ter uma explicação encontrada na psicanálise.
Uma leitura que se dá para esse quadro, segundo a analista e psicóloga Miriam Garcia, está no que Freud definiu como o retorno a fase oral de desenvolvimento.
Você nem se deu conta. O cutucar o excesso de pele, que pode ser produzido por diversos fatores, não foi intencional. O principal nome da psicanálise descreveu que o ser humano retorna a esse lado primitivo, toda vez que está sob tensão.
A mente almeja o que é definido como busca por alívio imediato. A dinâmica é semelhante ao anseio do recém-nascido a sugar ou morder. Nas palavras da especialista, “quando os seus recursos simbólicos de pensar, falar e elaborar não dão conta, o corpo assume”.
O comportamento, de acordo com a psicanálise, é a manifestação mais “simples” do que é uma neurose. Afinal, o exemplo da pele no canto da unha, preenche a representação de uma questão que aflige a todos: a necessidade de corrigir algo que nos é percebido como imperfeito.
A dor recompensada
Para psicóloga, a questão pode apresentar razões que confrontam a capacidade do indivíduo em reconhecer o que está sentindo, e possíveis raízes ligadas a infância.
