Viver exilado no campo de refugiados de Azraq, na Jordânia, nunca foi a vida que Mahmoud Jasem Muhammad ou Tala Hasan Hunaidi escolheram para si.
Por isso, quando o taekwondo ofereceu uma fuga do trauma de deixar uma Síria devastada pela guerra, e a oportunidade de competir ao lado da elite de lutadores do continente nos Jogos Asiáticos, os dois agarraram a chance.
Pela primeira vez na história de seu principal evento, o Conselho Olímpico da Ásia (OCA) está levando aos Jogos uma equipe formada especificamente por refugiados, composta pelos dois atletas sírios de taekwondo.
“Estar aqui hoje não se trata apenas de competir em mais um torneio”, disse Muhammad, que disputará a categoria kyorugui masculina até 80 kg, a jornalistas nesta segunda-feira (21).
“Estou carregando uma história comigo, uma história que, se Deus quiser, se tornará uma história de sucesso. Levo essa história comigo para cada luta. Não deixamos nosso país por escolha. Foi por causa das difíceis condições de vida e das guerras que aconteceram, então fomos obrigados a partir e nos mudar para outro país para construir uma vida lá”, relembrou.
O atleta de 24 anos disse que não está nos Jogos apenas para participar.
