A inovação se destaca cada vez mais como um diferencial competitivo para as empresas brasileiras, inclusive pela possibilidade de acesso a políticas de fomento a pesquisa e desenvolvimento (P&D) para destravar investimentos.
No entanto, o progresso técnico frequentemente é associado ao trabalho realizado em laboratórios, centros de pesquisa e universidades, sem a consideração de que este processo pode envolver novas máquinas, instalações, sistemas elétricos, conectividade e infraestrutura, criando, por consequência, uma cadeia de demanda que alcança setores como siderurgia, alumínio, cobre, bens de capital e construção, por exemplo.
Deste modo, se o país estimula a adoção de tecnologias avançadas, mas não desenvolve simultaneamente sua capacidade de produzir os equipamentos e materiais necessários para essa expansão, corre-se o risco de que apenas parte do valor gerado pela transformação tecnológica proporcione, de fato, um retorno positivo para os negócios.
Para que seja possível acompanhar o ritmo do desenvolvimento das tecnologias avançadas mais recentes, é necessário, em primeiro lugar, estabelecer uma base física bastante concreta para suportar as operações de inteligência artificial, computação em nuvem, automação industrial, eletrificação, internet das coisas (IoT) e manufatura avançada, alguns dos processos e ferramentas mais utilizados atualmente.
