A Fifa quer que a Copa do Mundo Feminina de 2027, no Brasil, seja a 1ª edição do torneio a registrar superavit financeiro. A meta foi destacada pelo diretor-executivo de operações do evento, Thiago Jannuzzi, durante inspeção na Arena Castelão, em Fortaleza, no domingo (20.set.2026).
A rodada de visitas às 8 cidades-sede veio ao longo de setembro. As edições de 2019, na França, e 2023, na Austrália e na Nova Zelândia, chegaram perto do equilíbrio ou se pagaram, mas não geraram sobra de caixa.
Segundo Jannuzzi, a estrutura herdada da Copa do Mundo Masculina de 2014 foi um dos fatores que contribuíram para a escolha do Brasil como sede. O legado inclui estádios, aeroportos, rodovias e redes de metrô. A Fifa também pretende usar o torneio para ampliar a valorização do futebol feminino. Cerca de 70% do staff local da federação é formado por mulheres. “A gente vem observando a evolução financeira e econômica desse tipo de evento com a expectativa de que a próxima edição seja a 1ª Copa do Mundo Feminina da Fifa superavitária. Isso mostra para todos os entes que trabalham com a modalidade que, sim, o futebol feminino pode ser superavitário”, disse Jannuzzi.
A comitiva responsável pelas inspeções reúne cerca de 100 funcionários da Fifa e avalia itens como Wi-Fi para a imprensa, manutenção do gramado e acessos do público. O grupo já passou pelo Beira-Rio, Maracanã, Mineirão, Mané Garrincha, Arena Corinthians e Castelão.
