Metade dos pacientes que sofrem parada cardíaca decorrente de infarto fora do ambiente hospitalar não resiste até dar entrada na emergência. Esse dado alarmante foi destacado pelos cardiologistas Ludhmila Hajjar, professora titular de Emergências da FMUSP, e Alexandre Abizaid, professor titular de Cardiologia da FMUSP, que abordaram a importância do atendimento ágil e estruturado diante de um infarto agudo do miocárdio.
Durante o CNN Sinais Vitais, com Dr. Kalil, os especialistas debateram sobre os protocolos de emergência necessários para aumentar as chances de sobrevivência de pacientes infartados, tanto no ambiente pré-hospitalar quanto dentro das unidades de saúde.
Parada cardíaca pode ocorrer antes mesmo da chegada ao hospital
Segundo Ludhmila, uma parcela significativa dos pacientes chega às unidades de pronto-socorro já em parada cardíaca ou na iminência de tê-la. “Essa parada cardíaca pode acontecer nos primeiros minutos, inclusive nas suas residências”, afirmou. Nesses casos, o SAMU pode realizar a reanimação ainda no local, transportando o paciente já ressuscitado até a emergência, ou a parada pode ocorrer durante o próprio atendimento hospitalar.
Diante desse cenário, Ludhmila Hajjar destacou que as equipes precisam estar preparadas para realizar a reanimação cardiopulmonar com rapidez e eficiência. “Nós vamos lançar mão de uma série de instrumentos, monitores e dispositivos para fazer com que a circulação desse paciente volte”, explicou.
