Série especial sobre a ONU: organização tem 193 países mas poder de veto restrito a cinco garante protagonismo
Entre cortes de financiamento, o desprezo de seu principal contribuinte e uma grave crise do multilateralismo, o palco da Assembleia Geral da ONU estará montado pela 81ª vez a partir desta terça-feira, em Nova York.
Inoperância e paralisia figuram entre as críticas frequentes à atuação do organismo mundial composto por 193 países, agravadas pelos desdobramentos da guerra iniciada em fevereiro por Estados Unidos e Israel ao Irã.
O presidente americano, Donald Trump, retorna ao púlpito da ONU para encarar uma plateia descrente em relação aos desmandos de seu governo para enfraquecê-la e desfazer alianças.
Os EUA se retiraram de 31 entidades das Nações Unidas, após o presidente promover ataques sistemáticos ao seu funcionamento e tentar criar um mecanismo alternativo para substituir o organismo: o fracassado Conselho da Paz.
Trump busca, contudo, o protagonismo com dois anúncios com potencial para ofuscar a Assembleia Geral: um acordo com a Dinamarca e a Groenlândia, a ser firmado em Nova York, e o primeiro encontro com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, após a invasão ao país e captura de Nicolás Maduro, em janeiro passado.
A despeito do descaso demonstrado em anos anteriores, seu discurso, logo após o do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, atrairá audiência.
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