Ebola mata mais de 2.500 pessoas no Congo
A República Democrática do Congo declarou oficialmente o surto de ebola causado pela variante bundibugyo em 15 de maio. No entanto, especialistas acreditam que as primeiras infecções provavelmente ocorreram muito antes.
Um bom ponto de partida para rastrear as origens do surto é a cronologia elaborada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em colaboração com os Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças (Africa CDC).
Segundo os dados dessas instituições, o primeiro caso conhecido, identificado retrospectivamente, foi o de um profissional de saúde de Mongbwalu, no nordeste da província de Ituri. De acordo com fontes ouvidas, essa pessoa desenvolveu sintomas característicos do ebola por volta de 24 ou 25 de abril.
O paciente morreu em um centro médico em Bunia, capital de Ituri. Até o momento, 80% de todos os casos foram registrados na província. No entanto, somente em 5 de maio a OMS foi notificada sobre "uma doença desconhecida com alta mortalidade registrada na Zona de Saúde de Mongbwalu". A agência então emitiu seu primeiro alerta.
Equipe de sepultamento de vítimas do Ebola em Butembo, na República Democrática do Congo
REUTERS/Gradel Muyisa Mumbere
Resposta tardia da RDC é questionada
Dez dias depois, em 15 de maio, o governo congolês anunciou oficialmente o surto de ebola. Exames realizados pelo Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica, em Kinshasa, confirmaram a presença da rara variante bundibugyo do ebola.
Surto de ebola teria começado meses antes de anúncio oficial
