Dos 10 candidatos com mais recursos para as campanhas ao Senado, 7 são mais alinhados à direita. As siglas mais à esquerda têm os outros 3 postulantes na lista, incluindo a que mais recebeu dinheiro, a ex-ministra do Planejamento Simone Tebet, que tem R$ 6,5 milhões liberados para gastar. Ela sempre teve uma atuação mais voltada ao centro, mas se alinhou aos petistas desde a vitória de Lula (PT), em 2022, e mudou do MDB para o PSB em março de 2026.
O 2º que mais recebeu dinheiro para a disputa à Casa Alta foi Geraldo Rufino (Podemos), seguido de André do Prado (PL). Tebet, Rufino e do Prado tentam uma vaga pelo Estado de São Paulo, que concentra o maior número de eleitores do país (34 milhões, o que representa 21,5% do total).
Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral, atualizados em 18 de setembro. Consideram os valores vindos dos fundos eleitoral e partidário.
Mais dinheiro, por si só, não resulta necessariamente em mais votos. Mas ajuda uma campanha a ficar mais organizada e profissional para que o recado e as pautas defendidas pelos candidatos atinjam mais pessoas.
Os votos (neste ano são 2) para o Senado são normalmente decididos de última hora, segundo estudos. O dinheiro a mais da direita pode ajudar os candidatos a terem um impulso na reta final, como ocorreu em 2018, quando candidatos pouco conhecidos dispararam dias antes do pleito e acabaram sendo eleitos.
