Os partidos mais à direita destinaram R$ 183,6 milhões para seus candidatos gastarem nas campanhas ao Senado nesta eleição de 2026. O valor é 80,4% maior que os R$ 101,8 milhões das siglas mais à esquerda. As legendas de centro separaram R$ 127,8 milhões.
Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral, atualizados em 18 de setembro. Consideram os valores vindos dos fundos eleitoral e partidário.
As campanhas são financiadas majoritariamente com recursos dos pagadores de impostos. O dinheiro serve para os candidatos pagarem, por exemplo, funcionários, aluguel de comitês, material de divulgação, impulsionamento de conteúdo nas redes sociais e despesas com deslocamento.
Mais dinheiro, por si só, não resulta necessariamente em mais votos. Mas ajuda uma campanha a ficar mais organizada e profissional para que o recado e as pautas defendidas pelos candidatos atinjam mais pessoas.
Dos 10 candidatos com mais recursos para gastar nas suas campanhas para o Senado, 7 são de partidos mais à direita do espectro político. Só 3 são da esquerda.
A ex-ministra do Planejamento Simone Tebet (PSB) foi a que mais recebeu dinheiro até agora, seguida de Geraldo Rufino (Podemos) e André do Prado (PL). Os 3 tentam uma vaga na Casa Alta pelo Estado de São Paulo, que concentra o maior número de eleitores do país (34 milhões, o que representa 21,5% do total).
Os votos (neste ano são 2) para o Senado são normalmente decididos de última hora, segundo estudos.
